quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Barbalha Terra de Santo Antônio





























Barbalha esta fazendo nesse dia 17 de agosto 170 anos de idade. O pequeno município do Cariri Cearense, carrega consigo todo o ar de cidade do interior. O seu simpático centro carregado de imponentes casarões que contam a história nada recente dessa cidade, deixam os visitantes apaixonados com tanta beleza. Sem falar no imenso verde canavial que é praticamente a porta de entrada de Barbalha.
Aqui tem uma diversificada natureza que faz parte da Chapada do Araripe e exitem diversos clubes e balneários para curtir o fim de semana.
Canavial de Barbalha.

Ah o Caldas, quem nunca tirou o domingão para curtir o clima ameno, ir até o cruzeiro e depois mergulhar na fonte do Bom Jesus? Diziam que as águas dessa fonte tinham o poder de curar doenças. Mas essa história é bem antiga, aqui se conta que foi milagre do padre Ibiapina.

No Distrito do Arajara há um dos maiores parques aquáticos do nordeste, lá é diversão garantida para toda família. Além da natureza que transforma o caminho até lá belíssimo. E por falar no assunto, próximo ao distrito vive por entre as árvores um pequeno pássaro que está em extinção chamado Soldadinho do Araripe.

Sobrado Maria Olímpia

Só o que existe em Barbalha são histórias para contar. Aqui crescemos olhando a arquitetura colonial no centro da cidade e ouvindo relatos para lá de interessantes. É o sobrado de mil novecentos e bolinha que funcionava um cinema que era ponto de encontro da juventude da época. Imagine só quantas pessoas não paqueraram por lá? É o casarão tal que foi saqueado por jagunços, e a casa de fulano que já foi atacada por cangaceiros, entre outras.

Algumas histórias aterrorizaram a juventude barbalhense, como a lenda da alma que ficava na Igreja do Rosário de madrugada e que saia correndo atrás do povo ficando cada vez maior. Sem falar no homem que nas noites de terça e sexta feira virava lobisomem. Há quem jure de pés juntos que essa história é verdade.

Igreja do Rosário

Mas o que se transforma num fuxico danado é falar de casamento. Eita gente que gosta de casar! Tudo isso por conta de Santo Antônio tão amado e solicitado por casais de namorados. Ele é o padroeiro da cidade e em junho acontece uma das maiores festas da cultura popular do Brasil em sua homenagem, conhecida como Festa de Santo Antônio.


Santo Antônio que era lá de Portugal se tornou muito querido pelos barbalhenses. Aqui ele tem uma missão importante, além de abençoar a cidade, ajuda os rapazes e as moças a arrumarem um bom casamento.

Durante a festa de Santo Antônio acontece o Cortejo do Pau da Bandeira sempre no último domingo do mês de maio. Aqui no centro da cidade acordamos ao som das músicas para o Santo tocadas lá no alto da Igreja do Rosário. Mas é quando passam as bandas cabaçais que sabemos que o "pau" começou.




É um fuzuê de gente no domingo para ver os desfiles na Rua do Vídeo e prestigiar os mestres da cultura popular. Aqui tem reisado, brincantes, zabumba, maneiro-pau, pau de fita, penitentes, quadrilhas e muito forró. Sem falar na cachaça do vigário que bota o povo para ficar alegre.

E que alegria é ver o hasteamento do pau da bandeira, depois de uma cansativa trajetória onde homens carregam sobre os ombros, um mastro de madeira pesado em uma linda demonstração de fé. No final a bandeira de Santo Antônio é colocada lá no alto ao som de milhares de fogos.



Quem nunca colocou o nome no pau da bandeira para ver se dá casamento? Ou então bebeu o chá feito da lasca do pau que a solteirona mais famosa do Brasil vende? 
No final de treze dias de festa, milhares de fiéis participam da procissão de Santo Antônio que passa pelas principais ruas da cidade. É um momento lindo de ver.


Quem nasceu em Barbalha é sortudo, pois essa pequena cidade tem muitas histórias interessantes e um povo acolhedor. Até os que vem de fora criam um carinho especial por essa terra.

Os barbalhenses tem sorte em poder andar pelo paralelepípedo do centro histórico, onde passaram e passa tanta gente. E olhar a imensidão dos canaviais pela janela dos enormes casarões. Sentir o cheiro doce da rapadura produzida nos engenhos, comer maçã do amor nas quermesses. Ver a cidade toda colorida de bandeirinhas e balões em junho e até topar na rua mil vezes com as mesmas pessoas, as vezes isso até estressa.

Porém é o ar simples de interior que encanta tanto os visitantes como os cidadãos. É responder a pergunta: tu é fi de quem? É ir no sítio visitar os avós ou até mesmo sentar na calçada com os amigos.
Temos que admitir que Barbalha é muito especial e que mesmo que algum dos seus "filhos" cheguem a ir embora, sempre vai ter no coração uma saudade enorme dessa terrinha.

Um feliz aniversário para a calorosa cidade de Barbalha.

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