terça-feira, 5 de maio de 2015

Texto: Labirinto

Fonte: www.tumblr.com


O pior labirinto é o das próprias dores. Não sabia que meu coração era tão grande, até que comecei a me perder dentro dele. Foram tantas as vezes em que precisei varrer para debaixo do tapete todas as infelicidades da vida, que, ao encontrá-las, findei por me desencontrar. 
Um ambiente escuro, torturante e que acaba me prendendo ali. Não entendia o porquê de vez por outra chorar, mas notei que cada lágrima era como um espirro, quando resolvemos fazer uma faxina em casa (que nesse caso era o meu próprio ser).
Mesmo perdida, cansada e assustada, sempre aparece uma lamparina em forma de gente e me leva para onde já foi varrido. O amor, sem sombra de dúvidas, é capaz de regenerar tudo, mesmo que lentamente (talvez para não ferir mais; talvez para não doer tanto).

Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

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